abr
09

Projeto Cabeça: reciclarte contemporânea popular

Projeto Cabeça

Esculturas expressivas da cultura popular entre mitos e papéis de jornais. Reciclar e reinventar no  produzir  é uma das propostas do Projeto Cabeça.

Os retratos vem do cotidiano, dos jogos e imaginários. A cirandeira, o samba, o pular cordas, identidade brasileira registrada com a sensibilidade do artista universal. Anderson Moura retrata raizes, afrobrasilidade e tabus em uma arte reciclável e sofisticada.

Após concluir o curso de história pela Universidade Federal do Mato Grosso, o artista conheceu movimentos estéticos da  arte européia numa temporada de 2 anos de  estudos e vivência na cidade de Swetzer Suiça. O desembarque foi em Trancoso, Bahia,  tal  mistura de surrealismo europeu,  aos orixas de Jorge Amado, na terra de chapa e cruz trouxe um conceito.

Para além dos modismos do marketing verde, o artista produz obras reutilizando papel, reinventa a decoração de seu atelier em um design de móveis que recicla tonéis e pneus. “A contemporâneidade tem a obrigação de ser sustentável” afirma. Bancos, cadeiras, mesas e escrivaninhas, tudo é objeto de intervenção, um resignificar de si e do ambiente.

O Projeto Cabeça une questões atuais de sustentabilidade em esteriótipos essencialmente brasileiros. Um fluxo entre a identidade afro e o paradigma da reciclagem e poluição nas grandes cidades. A busca de vinculos com políticas públicas e organizações não governamentais (ONG’s) para difundir conhecimentos em reciclagem, arte e design de móveis para comunidade carente de Cuiabá é meta para 2012. Atualmente a produção mantém a sobrevivencia do artista, porém, a perspectiva é de aumentar a rede.

Assim a cidade e seus artistas multidimensionais interagem na esfera social. Um devir dos delírios e suas ações. Para ter acesso as produções, galerias de arte onde as peças estão localizadas e informações sobre design de imóveis reciclados entrar em contato com artista através do blog: http://projetocabeca.blogspot.com  pelo telefone (65) 8425-6903 pelo  email projetocabeca@hotmail.com ou pelo seu perfil no facebook http://www.facebook.com/profile.php?id=1081396128 .

Da Assessoria

fev
29

Helo again!

É galerinha, estamos muito em falta com os vocês com esse blog que deveria estar “bombando” de coisas bacanas e estava parecendo mais um cemitério não é mesmo.

Enfim, passados os percalços vamos retomar às atividades por aqui e contamos com vocês nesse retorno.

A proposta continua igual: prezamos por qualidade e não quantidade nas nossas matérias, entrevistas, dicas e tudo o mais que seja postado neste espaço.
Um grande abraço e obrigada pela compreensão!

 

 

dez
28

Cinema de qualidade está a um click de você

laranja mecânicaSabe quando você quer ver ‘aquele’ filme e pensa: e agora, onde encontrá-lo?
Isso tem ocorrido com frequência, especialmente pela notória extinção das locadoras. Fato é, mesmo antes do advento da pirataria, alguns filmes já não eram encontrados tão facilmente nas locadoras de Cuiabá, quiça do Brasil e, agora, com essa redução de locais para locação, a situação piorou.
Como se não bastasse isso, o crime é “mal feito”, já que os títulos oferecidos são, em sua maioria, aqueles que estão bombando no cinema, com as piores qualidades de áudio e vídeo que se possa imaginar.
Pois bem, pensando nos desamparados cinéfilos desse país, foram criados diversos sites e blogs que abrigam títulos raros e clássicos, disponíveis para download.
Muitos deles já foram deletados da web, por conta de problemas com direitos autorais, mas, a maioria deixa bem claro que é expressamente proibido o uso do material ofertado, para comercialização.
“Qualquer tentativa de venda de material publicado aqui será denunciada. O blog apenas organiza arquivos que já se encontravam na Internet, da mesma forma que fazem os buscadores de conteúdo, de notícias ou de imagens. Respeito o direito autoral, por isso basta um e-mail reclamando este direito e o arquivo será retirado do blog” diz a página guia do blog http://rarosdaweb.blogspot.com, onde é possível encontrar milhares de títulos, desde épicos que datam de 1915, até filmes atuais.
AS BARREIRAS
Esses blogs são motivo para grandes embates, já que, ao mesmo tempo que garantem o acesso a filmes, músicas, seriados e livros, também entram em conflito com a questão do direito autoral.
A pergunta é de quem é e de que maneira se apresenta o direito autoral na atualidade, e mais, como controlar isso na web.
“Para exibições didáticas e culturais, essas questõs relacionadas a direito autoral foram superadas” diz o produtor mato-grossense Diego Baraldi. Ele explica que, por exemplo, todos os filmes exibidos no Cinema em Pauta, do Sesc Arsenal, são licenciados para exibição. “Acho que qualquer tipo de exibição cultural, sem fins lucrativos, não deveria ser ilegal” diz. Ele conta, ainda, que no momento cineclubes e pessoas envolvidas com o cinema no país estão discutindo uma outra questão, o direito do público. “Filmes com mais de dois anos de circulação param de circular comercialmente, logo sua exibição para esse tipo de fim, não é mais prejudicial” pontua.
Ele deixa bem claro que não apoia a ilegalidade, de forma alguma, mas acredita que é preciso achar um meio termo para a discussão.
ONDE BUSCAR
Atualmente, um dos melhores sites para download de filmes, especialmente os filmes ‘lado B’, que são raros, de pouca circulação – os ‘não hollywoodianos’ – é o www.makingoff.org. O único problema desse site é que ele é restrito para convidados, ou seja, só entra se alguém que já está lá te conhecer, provavelmente para evitar a pirataria e uso indevido da cinemateca disponível. Outra forma que eles usam para evitar os “piratas” são os fóruns. Depois de convidado, é necessário ser ativo, participando dos fóruns e enviando links, caso contrário você é banido.
Mas nem todos são assim, na verdade, a maioria deles é bem simples, como o caso do www.laranjapsicodelica.blogspot.com e do www.degracaemaisgostoso.org, além do http://rarosdaweb.blogspot.com.(já citado).
Neles, há uma infinidade de filmes, séries, documentários, músicas, games, revistas, e-books e até tutorais de cursos, que podem ser baixados facilmente. Eles costumam disponibilizar por algum servidor de upload, normalmente o megaupload.com.br.
Nesses sites você encontra títulos como: Cidadão Kane – Orson Welles; Tempos Modernos – Charles Chaplin; A Revolução dos Bichos – George Orwell; Oito e Meio – Federico Fellini; Festim Diabólico – Alfred Hitchcock; Dr. Mabuse – Fritz Lang; O Iluminado – Stanley Kubrick; Psicose – Alfred Hitchcock; Ed Wood – Tim Burton; Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley e muitos outros clássicos.
Também é possível encontrar filmes mais recentes como: O fabuloso destino de Amélie Poulain – Jean-Pierre Jeunet; Frida – Julie Taymor; Quando Nietzsche chorou – Pinchas Perry; Como Esquecer – Malu de Martino; Os Miseráveis – Bille August e até o recente Cisne Negro, de Darren Aronofsky.
Filme é o que não falta, é só buscar no lugar certo, baixar, por a pipoca para pular e a sessão de cinema caseira está feita.
Lembre-se de deletar depois e preservar o direito autoral, afinal, ninguém quer cometer crime, e sim, poder ver bons filmes.

 

Josiane Dalmagro

dez
16

Hoje é dia de arco-íris bebê!

parada gay cuiabáA 9ª edição da Parada  da Diversidade Sexual ,que traz o tema “Amai-vos uns aos outros – Basta de Homofobia”, toma hoje as ruas de Cuiabá.

Junte “azamiga” e cai na avenida, pois a causa vale a pena.

A concentração será a partir das 14 horas na Praça Alencastro. Os manifestantes seguem pela avenida Getúlio Vargas até as proximidades da Praça 8 de Abril onde haverá shows e discursos. Artistas nacionais como Léo Áquilla e a cantora Natalia Damini se apresentam. As Drag queens locais Petilaine Queen, Ashlley Raia e Agatha Cristian também estão na programação.

 

 

dez
14

O que você é capaz de fazer com um Iphone?

iphone aplicativos StarWalk, GoSkyWatch Planetarium androidA tecnologia invadiu a terra e trouxe consigo uma porção de novidades que, convenhamos, são muito bem-vindas, não é? Antigamente, celular era luxo e servia só para fazer ligações. Agora, ligar é apenas um detalhe em meio a tantas coisas que essas high-techs, as novas tecnologias, oferecem.

Quem não se lembra do desenho futurista “Os Jetsons”, ou de filmes como “Guerra nas Estrelas”, onde as pessoas se comunicavam olhando para um tela de televisão. Parecia surreal, mas hoje é algo mais que normal, pelo celular ou computador, as pessoa fazem as vídeo-chamadas. E isso é apenas um detalhe em meio ao “boom” que ocorreu nos últimos anos. Confira algum aplicativos muito interessantes para iphones e androids.

no-de-gravata-iphoneOS APLICATIVOS

A novidade que está “bombando” no momento são os aplicativos para celulares, especialmente Iphones e Androids (sistema operacional de diversos aparelhos)

Com eles, é possível encontrar desde aulas didáticas passo a passo sobre como dar nó em gravatas, sistema para afastar insetos com sons ultra-sônicos, até um aplicativo que possibilita visualizar o sistema solar, estrelas e constelações, a qualquer hora do dia ou da noite.

TELESCÓPIOS VIRTUAIS

StarWalk, GoSkyWatch Planetarium e vários outros aplicativos do tipo, para Iphones e androids, que servem para observar o céu, geram mapas com gráficos de ótima qualidade com dados das principais estrelas, planetas, aglomerados estelares e outros objetos importantes.

O interessante é que, mesmo durante o dia, usando o aplicativo, é possível visualizar o céus e seus astros – e até satélites – simplesmente apontado o celular para cima, ou lados, como se ele fosse um filtro. Imaginem só, o que os astrônomos levaram anos, cálculos e muitos telescópios para conseguirem fazer, bem ali, a sua disposição, dentro de um pequeno aparelho cheio de tecnologia.

No ano passado, a seção “App Smart” do “New York Times” testou os vários aplicativos relacionadas com astronomia, inclusive o Star Walk (US$ 3 para iPhone; US$ 5 para iPad) e o Google Sky Map para celulares Android (gratuito). Esse ano esses aplicativos ficaram tão populares que ocorreu uma exposição sobre eles na Northeast Astronomy Forum and Telescope Show, em Nova York, em abril desse ano.

TREINADOR ON

Esse aplicativo é uma espécie de treinador virtual, que cria programações de execução sob medida para cada indivíduo durante uma corrida. O programa gera um plano de formação pessoal. Primeiro você preenche os detalhes sobre si mesmo. Em seguida, ele produz uma programação de treinamento para atender às suas metas. Para fazer os cálculos ele leva em conta a idade, sexo, peso e outros dados. É capaz de selecionar os dias da semana que você pode correr, fornece feedback com seus resultados, dispõe informações sobre limiar anaeróbio, eficiência, tempos de corrida, calorias perdidas, batimentos cardíacos e outros.

antimosquito iphone, espanta mosquito, aplicativosESPANTA MOSQUITO

Agora, imagine um aplicativo que, em silêncio, espanta os insuportáveis mosquitos. Uma ótima para a época em que eles infestam a cidade não é.

O antimosquito é uma novidade no mundo dos aplicativos, ele produz um som imperceptível ao ouvido humano, mas que teoricamente poderia ajudar como repelente de mosquitos e outros insetos. são três frequências para diferentes espécies.

iPhone scanner, aplicativoSCANNER

O aplicativo DocScanner, para Iphone funciona como um scanner, mas, tem uma função muito mais interessante que o típico aparelho de scanear que conhecemos. Depois de scaneado um texto, ele converte, o que deveria ser uma imagem, em texto de fato manipulável. Ele tem a capacidade de digitalizar em qualquer lugar, e a qualquer momento, tornando imagens em texto.Também há versões do aplicativo para androids.

DE OLHO

No mundo moderno o aplicativo Google latitude pode ser um perigo, e, para quem não saber usar e é ciumento, até uma arma. Mas, também pode ser muito útil em situação de risco e para localizações em geral.

Ele te dá a exata localização de uma outra pessoa que possui o aplicativo, sempre que você desejar saber em que local essa pessoa está. É claro, na primeira que você vai localizar a pessoa, ela precisa autorizar. Mais ou menos como ocorre com um bluetooth. Após autorizado, sua localização fica a disposição. Que perigo isso.

MAIS

Além desses há muitos outros aplicativos, desde educativos, como o “Calc it” que ensina a somar, usando raciocínio rápido, com tabuada, os auxiliadores, que ajudam em tarefas como dar um nó em uma gravata e fazer listas de compras, até jogos como “Guitar Hero” e outros.

A maioria desses aplicativos são pagos e custam entre U$ 3 e 5 dólares, mas, muitos deles possuem versões gratuitas.

 

Josiane Dalmagro

 

dez
12

Extra, extra: Morreu o CD e o vinil vai ressuscitar!

a volta do disco,  vinilAcredite se quiser, no que diz o entusiasta dos discos e idealizador do mais novo projeto envolvendo vinis, Rodrigo Bueno.
Cansado de ir “garimpar” vinis em feiras e sebos, ele, junto com Vinicius Aguiari e Fernanda Alteff, decidiram abrir uma espécie de loja virtual desse objeto tão lembrando por uns e quase esquecido por muitos.
O projeto foi, na verdade, criar uma loja de vinis online, coletiva e gratuita, onde lojistas e pessoas físicas colocam seus discos à venda sem custo, tornando assim o site, um canal entre os amantes do vinil. E deu certo, tanto que, dez dias depois de ser anunciado para os usuários, o site já contava com mais mil discos cadastrados.
Rodrigo conta que a ideia surgiu depois de uma visita a uma feira de discos. “O evento contava com milhares de álbuns, porém, o trabalho de garimpo era estafante, daí tivemos a iniciativa de criar um site onde fosse possível buscar por discos de uma forma simples e direta”.
Assim como Rodrigo, Vinicius Aguiari, que é coordenador do projeto, disse que começou a frequentar as feiras de discos e os sebos e descobriu que existe um acervo rico de álbuns. “Por outro lado, percebi também que havia a necessidade de uma ferramenta para otimizar esse trabalho de garimpo”.

A DINÂMICA
Além do cadastro gratuito, disponível para pessoas físicas e empresas no site, os idealizadores foram além e, decidiram dar, de fato, visibilidade para os integrantes desta teia.
A Loja de Discos traz um mashup – baseado no Google Maps – com a localização de todos os pontos de venda de vinis cadastrados em São Paulo. O objetivo é fazer com que o comprador conheça as lojas físicas e retome o hábito de visitá-las. “O mapa está em processo constante de construção e, em breve, deve ser ampliado para outras capitais e regiões do Brasil”, explicou Fernanda Aleff, que é coordenadora de parcerias do site.
Apesar dessa troca de informações, depois de encontrar um álbum, o cliente irá negociar direto com o fornecedor, entrando em contato com o vendedor por telefone ou e-mail para acertar a compra, combinar o pagamento e a entrega do disco, sem nenhuma interferência do site nesse processo.

disco vinil capaCULTURA RETRÔ
O blog da Loja de Discos vai funcionar como um canal para a divulgação da cultura do disco e será atualizado com dicas de discos, entrevistas com pessoas ligadas ao universo do vinil, curiosidades, vídeos, dicas de tocadores para a compra e coisas do tipo.
Para complementar esse trabalho, o site mantém contas no Twitter e no Facebook, marcando presença nas redes sociais. “Nossa proposta é tanto operar como uma ferramenta para a pesquisa dos discos, quanto como um canal para a divulgação da cultura do vinil com o objetivo de estimular esse mercado”, pontua Rodrigo.

AMOR PELA CAUSA
Rodrigo conta ainda que a paixão pelo vinil remete à infância e à adolescência, quando ele e os sócios tiveram os primeiros contatos com os discos. “Recentemente, com o relançamento de álbuns e o revival dos discos, nós voltamos a frequentar sebos, lojas e a fazer as compras. Este é um mercado em crescimento, que está ganhando força e fãs”.
Ele ressalta que mesmo com toda a troca de arquivos online, as pessoas não pararam de consumir música e ainda compram camisetas, produtos licenciados, além de influenciarem outros setores, como a moda. “Agora, com a morte do CD bem próxima, os fãs de música redescobriram os discos, principalmente, pela sua qualidade sonora e pela experiência proporcionada ao tocar um álbum. Há o público adulto, saudosista da tecnologia, e as novas gerações, que são atraídas pelo charme do formato. Prova disso é que foram vendidos 2,8 milhões de discos nos Estados Unidos no ano passado, segundo a consultoria Soundscan. Esse mercado vai crescer em todo mundo, porque todo dia os artistas lançam discos novos e reedições em vinil” completou Rodrigo.
Apesar de todas as afirmações otimistas, ele assume que não haverá grandes lojas de discos como nos 1980 e 1990, e que o vinil volta para ser mais uma alternativa para quem deseja consumir música.
SERVIÇO
Para quem quer saber mais informações e se cadastrar, é só entrar no site: www.lojadediscos.com.br

 

Josiane Dalmagro

 

dez
10

Um grande soco no estômago!

gal costa recanto novo disco álbum Quase que sem querer parei para ouvir o novo álbum da Gal Costa. Apesar de achá-la “Linda Maravilhosa”, não sou uma profunda conhecedora da obra dela. De qualquer forma acabei ouvindo o álbum “Recanto” algumas várias vezes enquanto escrevia as minhas matérias matinais e, meu Deus, o que foi aquilo.

Uma grande mistura de letras que são verdadeiros tapas na cara, com batidas fortes e pegadas eletrônicas. Algo novo, mas com a melodia da voz de sempre.

Onze faixas e nenhuma é ruim. Não é sempre que isso acontece. Não mesmo!

Duas em especial chamaram muito a atenção desse ouvido aqui: “Neguinho”  e “Sexo e dinheiro”.

Neguinho fala de gente, da gente. Nosso egoísmo, nosso ostracismo, nossa aleatoriedade com o caos, a perda e estagnação dos sentidos, do sentir.

“Neguinho não lê, neguinho não vê, não crê, pra quê
Neguinho nem quer saber
O que afinal define a vida de neguinho

Neguinho compra 3 TVs de plasma, um carro GPS e acha que é feliz
Neguinho também só quer saber de filme em shopping”

Já na outra Gal fala que “sexo e dinheiro são metro do nosso egoísmo”. Desconfio que ela sabe das coisas e, não fugindo da Gal, os rapazes dos Titãs já haviam dito muitos anos atrás que “às vezes qualquer um faz qualquer coisa por sexo, drogas e diversão” e adivinhem… “Tudo isso, às vezes só aumenta a angústia e a insatisfação”.

É bem disso que Gal ta falando nessa música! Ouça aqui!

“Veja os que dizem ser
Guias espirituais
Usam nosso temor
Para ter um ou outro ou os dois
Dinheiro e sexo são
Mera ilusão para tais
Cães

Dinheiro e sexo não
Podem cruzar-se jamais”

O disco Recanto chegou às lojas na terça-feira (6) e já está causando. Só digo isso.

Confira matéria do portal terra sobre o lançamento!

 

Josiane Dalmagro

dez
09

O fantástico mundo do Game Metal, com suas guitarras em ‘bip’

game metal mega drivers

Mega Driver é uma banda brasileira dedicada a criação de versões heavy-metal dos temas de grandes clássicos de vídeo-games. Desse forma, eles se tornaram os idealizadores do estilo “ game metal” que tem como principal objetivo homenagear os jogos e compositores que trabalharam em trilhas sonoras.

O nome da banda já é uma homenagem dos integrantes à paixão que nutrem por games desde que eram moleques.

Em um bate papo on-line  superdescontraído com o vocalista da banda Mega Driver, Antonio Tornisiello, mais conhecido como Nino Mega Driver,ele conta um pouco de como tudo começou, a história e trajetória da banda que faz muito marmanjo voltar para a infância. No set list de Metal For Gamers – último CD da banda – estão: “Axe Tales”, em estilo clássico inspirada no jogo “Golden Axe”; “Blood Symphony”, com temas agressivos baseados na série “Castlevania”, e “Mad Racer”, transpondo toda a emoção de jogar e ouvir a trilha sonora de “Top Gear”. Divirta-se!

 nino mega driver metal game jogos música

Nino Mega Driver e sua guitarra de Sonic

 

 

De onde surgiu a ideia de tocar musicas de temas de games?
Desde que comecei a jogar videogames também curtia heavy metal. O primeiro disco de uma banda que comprei foi no início dos anos 90, aos 12 anos de idade, hoje tenho 32. Era até comum escutar alguma banda no aparelho de som ao fundo, enquanto jogava videogame. Na era dos 8 e 16 bits, o som dos jogos eram limitados ao “chip” de áudio dos consoles. Então, quando comecei a tocar guitarra, reparei a semelhança que algumas músicas dos jogos tinham com heavy metal. Daí passei a imaginar como aquelas músicas, cheias de “bips” e “bops”, ficariam se tocadas com instrumentos de verdade – com guitarras, baixo e bateria agressiva – e, mais ainda, em estilo metal. Desde então, tentei montar uma banda para tocarmos esta nova ideia, criar um novo estilo, no caso, o game metal. No final de 99, incentivados por alguns amigos, passei a estudar os demais instrumentos e fazer gravações caseiras, “one-man-band”, e colocar na internet, mas, somente em dezembro de 2003, já em uma época emergente da cultura geek, é que consegui retomar a ideia. Em homenagem ao console que mais joguei na adolescência, surgiu a “MegaDriver”.
vídeo game mega drive jogo Tem mais alguém que faz isso no Brasil, fora dele tem, não é?
Orgulhosamente digo que sim! Quando iniciei a jornada em 99, quase não existiam projetos do gênero. Alguns anos depois surgiram duas novas bandas americanas que ficaram conhecidas, Minibosses e Neskimos. Com a popularização da MegaDriver e do “Game Music” muitos outros trabalhos apareceram. Aqui no Brasil, em 2007, surgiu a 8 Bits Instrumental, com uma levada mais genérica, alguns temas em Jazz e outros até mesmo em valsa. Nos Estados Unidos, apareceu a “Powerglove”. Mas é importante ressaltar que o grupo americano “Videogames Live”, liderado por Tommy Tallarico, também é um dos grandes responsáveis por popularizar as músicas de videogames no mundo. Trata-se de uma orquestra que toca as músicas dos jogos com projeção de vídeos via telão. Nós tivemos a oportunidade de participar do Videogames Live, fazendo a abertura do evento, nos anos de 2008, no Rio de Janeiro, e 2009, em São Paulo.

Tem um canal para visualização dos vídeos reunidos, ou só para baixar as músicas?
Nós temos muitos vídeos publicados na internet em nosso canal oficial no YouTube. Mas a grande maioria são vídeos que os fãs fazem, desde aparições ao vivo e alguns com cenas dos jogos. Tem também o site da banda, para mais informações.
Os mega drivers fazem mais alguma coisa no dia a dia? mega driver game music nino vídeo
Eu, Nino, guitarrista, tenho formação em computação (engenharia e multimídia) e trabalho com engenharia de sistemas. Rubens, nosso baixista, e Jeff, baterista, são web-designers e programadores free-lancer. Tura, guitarrista, e Allan, vocalista, trabalham em áreas administrativas no ramo de metalúrgica.

Vocês são, ou eram viciados em games? Ou só gostam mesmo de tocar os temas?
Muito! Todos nós jogamos muito! Agora mesmo, respondendo esta entrevista, não paro de verificar a Live para ver se a Konami já soltou os novos DLCs do Castlevania – Lords Of Shadow! Todos nós curtimos muito jogar videogames, nós escolhemos tocar as músicas dos games exatamente porque somos fanáticos e gostaríamos de fazer um tributo. Inclusive isto é uma via de regra na banda, nós só fazemos músicas de jogos que alguém na banda curte muito.

Existe algum projeto paralelo a Mega Driver?
As músicas de games são, na maioria, instrumentais. Então, assim como todos os demais projetos de Game Music, nós sempre fizemos músicas instrumentais. Hoje, como existem muitas bandas e projetos de Game Music, nós sentimos a necessidade de inovar. A melhor maneira que enxergamos foi trazendo um vocalista para a banda. A ideia agora é criar novas músicas, com instrumental e letras inspiradas nos jogos. Fazer um som “heavy metal” novo, para pessoas que curtem videogames. Mas não abandonaremos o trabalho tradicional, com músicas instrumentais. Eu e o Rubão nos dedicamos 100% à MegaDriver, mas Allan, Tura e Jeff também tocam em uma banda de power-trash metal chamada Cellmys.

Conversando antes da entrevista, você falou que hoje está popular essa coisa do “nerdismo”, acha que é apenas modismo, ou uma tendência as pessoas gostarem do que antes era considerado “over”?
Isto é algo inevitável. Quem hoje em dia não gostaria de ter um notebook de última geração ou o último modelo de iPhone? A tecnologia faz cada vez mais parte do nosso cotidiano e é uma tendência as pessoas gostarem. Antigamente nós jogávamos videogames, mas também andávamos de skate, jogávamos bola e afins. Hoje as “turminhas” não estão mais na rua brincando, mas sim dentro de uma lan house ou em um ambiente virtual de algum jogo eletrônico. Me lembro que se alguma garota nos visse digitando muito rápido em um computador, soltaria um olhar de reprovação pensando “Nossa! Que nerd!”. Mas hoje até mesmo as adolescentes turbinam seus dedinhos no msn, twitter e outras redes sociais.

Como é o reconhecimento do público, vocês têm muitos fãs?
Dentro do meio “geek” recebemos um ótimo reconhecimento. Temos uma grande popularidade na internet, pois sempre distribuímos nosso material de forma gratuita, através do website da banda. Hoje, orgulhosamente, já ultrapassamos a marca dos 15 milhões de downloads de MP3. Os acessos ao website são de diversos países, sendo as três primeiras posições da China, Estados Unidos e Brasil.

Já dá para ganhar dinheiro com isso, e sobreviver? Vocês já receberam convites de grandes gravadoras ou selos, ou a banda caminha de forma “independente”?
No Brasil, infelizmente, nosso estilo musical ainda é considerado “underground” e os grandes selos não costumam demonstrar interesse. Então, embora tenhamos um boa exposição, ainda somos uma banda independente. Nossos custos muitas vezes são elevados. Por exemplo, nosso website atinge mensalmente a marca dos 300Gb em transferência de dados, devido aos downloads das músicas. Para sobrevivermos e continuarmos a crescer, contamos com doações de fãs e o cachê das apresentações ao vivo. A banda surgiu como um projeto tributo e sem interesses lucrativos, mas com a popularização, sentimos cada vez mais a necessidade da profissionalização. Esta é nossa meta para o futuro, profissionalizar de forma completa a MegaDriver.

Como está, na sua opinião, a questão do indústria fonográfica no Brasil?
Em termos de diversidade e riqueza musical – com instrumental bem elaborado – estamos cada vez piores. As pessoas parecem apenas consumir “enlatados” e até mesmo se submetem a modismos que são praticamente impostos. Em termos de metal é ainda mais complicado, pois nunca tivemos realmente muito espaço. Algumas bandas mais antigas como “Sepultura”, “Sarcofago”, “Angra” e etc, conseguiram seu espaço e são mundialmente conhecidas, mas é difícil citar uma banda de metal brasileira que tenha se consagrado no século 21. Uma grande parcela desta culpa é do próprio público. Quando eu era adolescente, ia, muito mais, em um barzinho para prestigiar o trabalho de bandas de garagem que tocavam suas próprias composições, em meio a alguns covers. Hoje em dia, os bares só dão espaço aos projetos covers, pois é mais fácil lotar a casa.

Tem como mudar a situação?
Só quem pode melhorar essa situação é o próprio público que consome as músicas, seja de forma física ou digital. Mas na realidade, para nós isto não importa muito. As novas bandas devem se concentrar em produzir um trabalho bem elaborado e nunca desistir. Acredito que “música boa” se faz por prazer, por gostar e não para conseguir vender. Para mim, como músico, é mais prazeroso ter um público seleto, que realmente gostou do meu trabalho de forma espontânea, procurou, conheceu, do que ter legiões de fãs que seguiram um “modismo” e, no dia de amanhã, mal lembrarão que um dia eram fanáticos por você.

 

Josiane Dalmagro

dez
07

A doce violência do sentir

 

Sabe quando uma música causa uma coisa dentro de você que não há como explicar. Um força arrebatadora que é quase como o amor ou ódio proporcionando aquela doce violência por dentro.

Como se algo explodisse ali dentro de você. São vontades misturadas que se confundem. São gritos engasgados, palpitações, satisfação, aperto e tantas outras coisas que arrebatam.

É sensacional! Mesmo com algum esforço para explicar, infelizmente a música é de ouvir, cantar e sentir. Falar não cabe nessas horas.

Você vibra e é quase como se você pudesse tocá-la, tocar a alma daquela canção, pois sabe do que se trata, sabe o que é aquilo. Sabe onde ela te toca.

Algumas nos exorcizam, nos lavam a alma. Algumas nos fazem gritar, outras fazem as lágrimas brotarem. O importante é que elas causem o sentir. O ímpeto para nossas entranhas.

E sim, é uma experiência quase solitária, mesmo em meio a milhões de pessoas, pois é muito pouco provável que alguém possa sentir o mesmo que você.

Eis a lista de algumas músicas que mastigam o coração de quem vos fala e ainda são capazes de causar volúpia:

I Am The Cosmos – Pete Yorn & Scarlett Johansson

The Blowers Daughter – Damien Rice

Open Your Eyes – Snow Patrol

Dig a Pony – versão Marisa Monte

 

Elephant Gun – Beirut

She’s Madonna – Robbie Williams

Feeling Good – Nina Simone

Viva la Vida  – Coldplay

Negro Amor – Engenheiros do Hawaii

Alcaçuz – Chico César

O vento – Los Hermanos

 

Ouça e sinta. Apenas.

 

Josiane Dalmagro

dez
05

Maquerade Makeup – Inspiração para a festa

masquerade touchèTodo mundo só fala da esperada festa “Touchè Masquerade” , que será realizada na sexta-feira (9). E como previsto a indecisão sobre o que usar é muito grande. A “pesquisa” veio junto com a curiosidade.

Sem ter a pretensão de entender qualquer coisa sobre moda ou tendência, “fui lá” e pesquisei modelos que poderiam se tornar meu próprio “look”, apenas.  A ideia era uma máscara de maquiagem e aqui vai o que mais agradou durante a procura.

masquerade touchèmasquerade touchèmasquerade touchèmasquerade touchèmasquerade touchè

E hoje tem oficina de maquiagem artística com Paulo Maio logo mais, às 19 horas, no Pavilhão das Artes, que fica no Palácio da Instrução.

 

Josiane Dalmagro

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